Mostrando postagens com marcador COLECIONADORES DE FILMES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COLECIONADORES DE FILMES. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Paixão por Cinema: jornalista coleciona 15 mil DVDs de filmes


 

Artigo compartilhado do site AGORAES, de 18 de dezembro de 2023 

Paixão por Cinema: jornalista coleciona 15 mil DVDs de filmes em casa

O cinéfilo Gustavo Fernando já acumulou a marca de 12 mil filmes assistidos nos últimos 25 anos

Por: Redação

Por Geiza Ardiçon

A paixão por filmes, cultivada há pelo menos 25 anos, transformou-se em uma coleção de cerca de 15 mil DVDs em sua residência. O jornalista Gustavo Fernando vive uma verdadeira história de cinema desde a infância. A sétima arte passou a fazer parte do cotidiano do cinéfilo, que assiste, atualmente, a pelo menos sete filmes por semana, totalizando 365 filmes por ano. Essa quantidade já foi maior, chegando a 20 filmes por semana, o que resulta em aproximadamente 12 mil filmes assistidos até o momento. Quer mais números? Em valores, o acervo da coleção já atinge a marca de R$ 100 a R$ 200 mil.

Gustavo afirma que cuidar desse acervo é uma verdadeira loucura, exigindo dedicação e tempo. Mesmo diante de todo esse esforço, ele ressalta: "Não vendo minha coleção nem por R$ 1 milhão. Hoje, por exemplo, eu não consigo comprar esse acervo porque os filmes vão se esgotando", disse. Na lista dos filmes preferidos estão "O Poderoso Chefão" e "Os Bons Companheiros", que, segundo o cinéfilo, figuram como o quarto filme de todos os tempos.

O cinema entrou na vida do jornalista quando ainda era criança, nas idas às locadoras de fitas cassetes para assistir àquele combo de três a dez filmes em casa. "Tínhamos o costume de alugar filmes toda sexta-feira. Antigamente, quando se alugava mais de três filmes, entregava-se apenas na segunda. Além disso, nos anos 90, passavam muitos filmes bons na TV, e nós assistíamos sempre; era um hábito comum na minha casa. O colecionismo também vem da minha infância, sempre fui colecionador de álbuns de figurinhas. Então, a ideia de colecionar filmes surgiu quando surgiram os DVDs", afirmou.

O interesse pelos filmes atravessa gerações na família de Gustavo. Seu filho, com 11 anos, já é um mini cinéfilo, e o hábito de ir ao cinema faz parte de sua vida desde os três anos de idade. Assim como o pai, ele já tem a rotina de assistir filmes em casa e no cinema. Semanalmente, há uma sessão especial: "Assistimos juntos, em família, a animações, comédias ou clássicos para crianças", contou Gustavo.

O incentivo na família não para por aí. Além de ser tema das rodas de conversa entre amigos e familiares, Gustavo, juntamente com uma tia e sobrinhos, criou o Cine Cultura. Quinzenalmente, o grupo se reúne para assistir a um título escolhido por Gustavo. "Meus sobrinhos, de 20 e 22 anos, estão querendo se aprofundar em cinema, então eu levo um grande clássico e assistimos juntos", concluiu.

Texto e imagens reproduzidos do site: agoraes com br

sábado, 16 de maio de 2020

Colinense, apaixonado por faroeste, tem coleção com 1.600 filmes



Publicado originalmente do site [Ocolinense], em 16 de Maio de 2020

Colinense, apaixonado por faroeste, tem coleção com 1.600 filmes

Os faroestes são uma das paixões na vida de Noel de Oliveira Machado, 58 anos, que mantém em casa uma coleção com mais de 1.600 filmes deste gênero que, em tempos áureos, levava multidões às salas de cinema e eternizou nomes como John Wayne, Giuliano Gemma, Franco Nero, Kirk Douglas, Rock Hudson, Clint Eastwood, entre tantos outros.

O interesse pelos filmes de índios e cowboys do velho oeste americano começou na infância. “O que me atraiu na época era a música assobiada, tema da maioria dos filmes. Quando cresci e passei a entender melhor o enredo me apaixonei ainda mais, tanto que hoje só assisto este tipo de filme. Gosto deste estilo porque é completo, tem ação, romance, paisagens bonitas e estórias bem elaboradas”, declarou.

Segundo Noel, a coleção começou por acaso. “Como gostava passei a adquirir muitos filmes que ainda eram em fita VHS para o videocassete, depois foram os DVDs e agora o blu-ray. Quando percebi tinha muitos filmes, Não me desfiz de nenhum e o acervo só foi crescendo, inclusive os em VHS foram copiados para o DVD, mas guardo os estojos e cartazes de vários deles”.

RARIDADES DA COLEÇÃO

A coleção de Noel tem raridades como quatro faroestes estrelados pelo Rei do Pop, Elvis Presley, intitulados “Ama-me com Ternura”, “Estrela de Fogo”, “Charro” e “John é muito vivo”. 
Antes de se tornar presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan ficou famoso como ator cinematográfico nos papéis de cowboy, ora sedutor ou como “mocinho” ordeiro. Há quem diga que o cinema o projetou para a política. Considerações à parte, o ídolo dos anos 50  também faz parte do acervo do colinense com o filme “Com a Lei e a Ordem”.

DÉFICIT DE QUALIDADE

O filme mais antigo da coleção é “Em Busca do Ouro”, de 1925, estrelado por Charlie Chaplin. “A gente procura adquirir filmes mais recentes também para atualizar a coleção e tenho quase todos, inclusive a nova versão de ‘Django Livre’, estrelado por Leonardo do DiaCaprio e lançado no ano passado. Esse filme é um clássico do faroeste, de 1960, mais a regravação não chega nem aos pés do original”, revelou.

Para Noel os faroestes recentes nunca podem ser comparados aos antigos, que são insuperáveis. “Hoje em dia os estúdios de Hollywood quase não investem em faroeste e quando o fazem são regravações que foram sucesso no passado. E, os que são feitos, não chegam nem aos pés dos anteriores. O problema pode ser os atores que não têm o mesmo talento e carisma dos profissionais do passado, talvez aí esteja o déficit de qualidade”.

PAIXÃO QUE NÃO É EXCLUSIVA DE HOMENS

Ele contou que a paixão pelos faroestes não é exclusiva dos homens, mas das mulheres também. “As histórias de amor dos faroestes são lindas e emocionantes, mexem com a alma humana e isso atrai ambos os sexos”.

O colecionador contou que “uma senhora chegou a pagar uma boa quantia pelo filme ‘O Último por do Sol’ que estava procurando há um bom tempo”. Ressaltou, “os filmes repetidos servem de base de troca com colecionadores, de outras cidades. Ainda não assisti todos os filmes da coleção e anoto os que já foram vistos numa lista que já tem 1.250 títulos”.

COLEÇÃO TEM QUE CRESCER

O desejo de todo colecionador é ver o seu acervo crescer e este também é o objetivo de Noel. “Ainda faltam muitos filmes para enriquecer e aumentar a minha coleção. A internet é uma ferramenta que ajuda bastante na procura de filmes e informações sobre eles”.

Esse é um hobby que dá satisfação ao colecionador que é funcionário público e, nas horas de folga, adora manusear os títulos ou conversar sobre faroeste com as pessoas que o procuram para perguntar sobre algum filme ou mesmo para saber sobre a coleção completa do comediante Mazzaropi, com 32 filmes. “Esta coleção é muito procurada, fico impressionado como o criador do ‘Jeca Tatu’ – o adorável caipira, faz sucesso até hoje. Entre os destaques está ‘Jeca Macumbeiro’ que foi recordista de público e renda no Brasil no ano de 1975”, explicou Machado.

Esse é um curto relato sobre os faroestes que fazem parte da vida de Noel, ou será o contrário? Tanto faz, de um jeito ou de outro, não são só os filmes que tem histórias para contar, mas esse apaixonado colecionador também. Você se interessou pela coleção?  É só procurar o Noel na sua casa, que fica na Rua Cel. Luciano de Melo Nogueira, 26 - Centro ou ligar para o fone 3341-4552.

Texto e imagens reproduzidos do site: ocolinense.com.br

domingo, 5 de agosto de 2018

Serviços de streaming versus colecionadores de discos



Publicado originalmente no site Outro Lado, em 25 de junho de 2018 

Serviços de streaming versus colecionadores de discos

 Por Paulo Roberto Elias

Os colecionadores de discos guardam obras favoritas para não perdê-las, pois os os serviços de streaming constantemente as retiram de catálogo.

Ao longo dos últimos sei lá quantos anos os serviços de streaming de vídeo, principalmente, foram derrubando as expectativas dos colecionadores de discos tornando o mercado de discos de vídeo mais escasso ou redundante. E o reflexo está aí, com eventuais consumidores abandonando compras em favor dos serviços.

Se alguém duvida, basta observar o sistemático fechamento de lojas físicas. Aqui no Rio de Janeiro, nem a tradicional Modern Sound aguentou o tranco.

O processo é cruel, mas inevitável. Ele mostra evidências de como o espírito de coleção de discos foi distorcido durante este tempo todo. E explico por que:

Décadas atrás, as salas de cinema foram entrando em processo de falência, até fecharem ou serem demolidas. Aqui no Rio, uma das últimas resistências era a do Cinema Paissandu, pertencente à Companhia Cinematográfica Franco Brasileira.

Depois de longo tempo fechado, o espaço vai ser reaberto para uma atividade comercial completamente diversa da sua atividade original. A obra de transformação chegou a ser embargada, porque o local havia sido considerado parte do patrimônio cultural da cidade, mas depois a “reforma” foi liberada por um detalhe burocrático achado na justiça.

O tempo nos mostrou que não há saída. Nos Estados Unidos a situação de fechamento foi muito mais dramática e precedeu a nossa por muitos anos. Lá os grandes estúdios começaram a perder espaço já em finais da década de 1950 e entraram em uma roda viva de perda de salas, com consequência imediata na distribuição de filmes.

Por que colecionar filmes?

Durante a minha infância e adolescência a única forma prática de ter cinema em casa era adquirindo um projetor e alugando um filme em 16 mm. Eu aprendi a projetar em torno de uns oito anos de idade, indo do filme mudo ao sonoro. Cheguei a ter em casa um então moderno projetor de 16 mm mudo, marca E. K. A., importado da Alemanha e vendido pela Óptica Lux, que ficava no centro da cidade. Mas, durou pouco porque o meu pai não tinha grana para alugar filmes a toda hora.

O projetor acabou sendo vendido para um vizinho rico, dono de empresas, mas um dia caiu no chão, quebrou e foi jogado no lixo. Esse vizinho gostava de ver filmes em casa e comprou um projetor sonoro marca Victor (por sinal, muito ruim), viu que eu gostava mais de projeção do que o filho, e então ligava para a minha casa e me pedia para ir projetar algum filme quase todo fim de semana.

Até a década de 1970 não se cogitava comprar uma cópia de qualquer filme em 16 mm. Na faculdade, uma professora de química orgânica comprou uma cópia de A Noviça Rebelde, por uma pequena fortuna. No nosso cineclube, os filmes eram alugados nas distribuidoras, e o aluguel não era barato.

Mas aconteceu que com o desaparecimento dos cinemas os estúdios enfrentaram problemas não só ao nível da distribuição, mas também no encalhe dos filmes nas prateleiras dos arquivos, os quais começaram a mostrar sinais de deterioração, uma delas a chamada “síndrome do vinagre”.

A solução foi, em primeiro lugar, começar a preservar os estoques (negativos de câmera, interpositivos, etc.), depois achar um meio de escoar este material para algum tipo de veículo alternativo. E neste ponto, o caminho óbvio foi (e ainda é, por incrível que pareça) a televisão.

Porém, a televisão sozinha não substituiria o cinema dentro de casa. Mesmo com projetores de 16 mm, capazes de projetar cópias em CinemaScope, uma vez munido da lente correta, a criação do cinema em casa (depois rotulado como “Home Theater”) era possível por causa da necessidade de se usar uma tela, e o cabo da caixa acústica era longo o suficiente para permitir o som ficar abaixo da mesma.

Muita gente com dois projetores conseguia simular uma sala de cinema convencional. E houve, na minha infância e adolescência, quem explorasse o filme 16 mm em salas de pequeno porte. Perto aqui de casa nós tínhamos uma, o Cine Santa Rita.

A solução definitiva para o home theater em vídeo veio da Philips holandesa, quando em 1972 ela desenvolveu o DiscoVision, um videodisco de 12 ou 8 polegadas com leitura ótica feita por pick-up com o uso de raio laser. Subsequentemente, o consórcio Philips-MCA abandonou o formato e o repassou à Pioneer, que rebatizou o disco como Laserdisc. Isto se deveu em grande parte pelo sucesso de vendas no Japão e a Pioneer queria conseguir o mesmo na América do Norte, termômetro do mercado mundial.

É importante notar que, com o videodisco ótico vários melhoramentos na reprodução foram naquela época alcançados. Um deles se refere à transcrição da trilha sonora analógica em dois canais sem nenhuma modificação do sinal da fonte. Por uma dessas coincidências o Dolby Stereo é um formato de áudio com uma matriz quadrafônica modificada e, portanto, pode carregar consigo quatro canais (neste caso três na tela e mais um surround) encarcerados em apenas dois canais.

Assim, o videodisco ótico transfere o filme com relativamente melhor imagem e com o som original Dolby Stereo preservado, e isso deu a base do primeiro tipo de home theater completo.

Para o fã de cinema, o grande apelo desta mudança foi a possibilidade de comprar um filme, e guarda-lo em casa para revê-lo quando quisesse, o que era proibitivo na época do 16 mm. Já que os cinemas estavam desaparecendo ali estava a oportunidade de se conseguir colecionar aquele material todo.

A pessoa que coleciona filmes porque gosta deles não o faz somente pelo sentimento de posse, mas sim pela tentativa de preservação de obras que tem importância pessoal ou na própria história do cinema, como filmes clássicos, por exemplo.

Portanto, o ato de colecionar filmes é, antes de mais nada, muito mais cultural na sua base do que propriamente um gesto meramente aquisitivo.

O que o streaming não dá ao colecionador

Quando recentemente o Netflix começou a oferecer o download de filmes, a primeira coisa que me veio à lembrança era que o serviço estava tentando aproximar o colecionador de volta.

Entretanto, existem empecilhos difíceis de transpor: o primeiro deles é que baixar e reproduzir é função do aplicativo em uso, o que na prática significa que o recurso pode não estar disponível em algum dispositivo de interesse do usuário, por exemplo, em aparelhos de televisão ou media players.

O segundo é ainda mais cruel: para assistir um filme baixado ele tem que ser salvo em um dispositivo de memória, e a quantidade em bytes não é pequena, em torno mais ou menos de 500 MB, se for de qualidade alta.

Em se tratando de dispositivos como celulares ou tablets, onde o espaço de memória anda a prêmio, guardar mais de um filme para ver depois pode se tornar um problema cuja solução envolve a aquisição de memória externa, na forma de um cartão micro SD.

A retirada sistemática de títulos de todos os serviços de streaming impede na prática o hábito que todo colecionador tem de revisitar um filme que ele gosta!

Para mim, pessoalmente, o serviço de streaming (eu uso dois) não deixa de ser uma boa alternativa à programação da TV por assinatura. Irá fracassar como tal se a política de preços começar a ficar abusiva, o que pode acontecer a qualquer momento, se houver desatenção com o consumidor!

Ficou na memória

Quem frequentou cinemas de rua toda semana, sozinho, acompanhado com os amigos, com a namorada ou esposa, sabe do peso que isto teve na sociedade, que jamais, em tempo algum, home theater nenhum vai compensar, não importa o custo da instalação. A qualidade intrinsecamente doméstica de um home theater, sem a ajuda da plateia ao lado, descaracteriza um aspecto fundamental do cinema, que é assistir filmes acompanhado de pessoas sentadas ao lado, e de sentir a mesma reação coletivamente. Com isso um home theater pode se tornar, e geralmente é, um hábito super solitário!

Eu olho aquela foto do Paissandu e me lembro da época da faculdade, quando colegas do campus se dispunham a ir assistir um filme complexo e na saída entrar no Oklahoma, para um chope e/ou uma pizza, naquela época um programa ao alcance de qualquer um, principalmente de nós, que estávamos sempre com o bolso vazio. E o mesmo se repetiu quando abriu o Cinema Um, que ficava na Rua Prado Junior, em Copacabana.

Bem verdade que o peso financeiro de um home theater de qualidade razoável é muito alto. Isto em falar na aceitação da instalação pelos casais. Desde cedo, como o hobby de construção de um home theater é predominantemente masculino, os americanos costumavam citar o que eles chamavam de WAF (ou Wide Acceptance Factor), que é a medida de aceitação de componentes pela esposa do entusiasta, ou seja, da (in)tolerância pela permissão de passar fios, adicionar mais caixas, etc.

O fator WAF impediu vários dos meus amigos em instalar ou melhorar um home theater dentro de casa, e em pelo menos um caso onde o próprio marido tinha pavor de deixar a fiação de caixas exposta no ambiente.

Talvez o pior aspecto da construção de um home theater dedicado seja o da falta de espaço adequado. A maioria dentre as pessoas que moram em apartamentos irão ter todo tipo de dificuldade de conseguir conciliar o espaço disponível com a melhor configuração do equipamento instalado.

Colecionar filmes pode ser um hábito que está morrendo, mas eu sou um que espera que ele nunca morra. A propósito, a realidade em outros mercados é diferente da nossa. Na América do Norte, que é a principal referência deste segmento, as vendas continuam firmes, o Blu-Ray 4K com maior número de lançamentos no ano que passou, tornando ainda possível colecionar sem o usuário final se sentir desamparado!

Texto e imagens reproduzidos do site: .outrolado.com.br